Visconde de Mauá, como o próprio nome diz, tinha grande parte de suas
terras nas propriedades de Irineu Evangelista de Souza, barão e depois
Visconde de Mauá, que as adquiriu em meados do século XIX. Empresário muito
mais voltado para a indústria, Mauá não se interessou por plantar café,
como seus vizinhos, vendo nas terras a possibilidade de exploração de
carvão vegetal para abastecer ferrovias. A dificuldade de acesso fez o
projeto fracassar, assim como a experiência de colonização empreendida pouco
mais tarde por seu filho Henrique Irineu de Souza.
A partir de 1910 o núcleo se esfacela, e verifica-se um verdadeiro exôdo
em direção contrária. Antes de ir embora os colonos imigrantes venderam seus
lotes para os mineiros, e os minifundios foram aos poucos se reconstituindo
em fazendas.
Descendentes desses imigrantes, como os Buhler e os Buttner, teimaram em
permanecer, constituindo-se hoje na memória viva daqueles tempos, e
reafirmando a influência alemã no estilo das construções (abundante em
chalés), na culinária e nos tipos físicos dos habitantes.
Na década de 20 muitos visitantes começaram a frequentar a região,
recomendado para a saúde pela excelência do clima. Em 1925 os Buttner
construiram a primeira pousada, tendo o turismo se cristalizado de forma
permanente, embora crescendo devagar.
A proximidade com Minas Gerais facilita a convivência da região com a
criação do gado leiteiro, e a venda de leite e queijos se transforma em
importante atividade econômica.
À partir da década de 70, com a descoberta da região pelos "hippies",
naturalistas e ecologistas, a hotelaria ganha novo impulso. Gradativamente
Mauá foi se firmando como polo turístico de características bastantes
peculiares.